PIANISTA CORREPETIDOR

A partir da edição de 2022, a formação de regentes proposta pela Academia Claude Brendel passa por uma importante evolução com a presença de um pianista co-repetidor que auxilia o maestro na preparação de regentes em antecipação às master classes com orquestra.

O regente é um corpo de som que se move através do espaço e do tempo. O encontro no espaço de seu gesto com a textura sonora gerada pela orquestra, é certamente o mais enigmático e muitas vezes também o mais desestabilizador.

Portanto, é essencial criar as condições ideais que permitam ao maestro entender a relação com o som, para ser capaz de domar e moldar a textura do som, ter plena consciência do impacto e consequências de suas ações sobre o resultado sonoro e da ligação entre seu gesto e sua escuta que é global, setorial e direcionada.

Um trabalho com piano, anterior às master classes com orquestra, promove a imersão no mundo da polifonia e dom som, e representa uma grande oportunidade para o maestro experimentar sua linguagem gestual e corporal, gerando material sonoro movendo-se pelo espaço.

foto-rafael-ribeiro.jpg

RAFAEL RIBEIRO

Pianista Correpetidor da Edição 2022 da ACADEMIA CLAUDE BRENDEL

Rafael de Abreu Ribeiro é Mestre em musicologia (2016) e Bacharel em piano (2012), ambos pela Universidade de Brasília. Iniciou seus estudos no Conservatório Estadual de Música Renato Frateschi, onde graduou-se em piano (2003) e violino (2004). Entre 2003 e 2007, atuou como spalla da Orquestra Jovem de Uberaba e do Quarteto Fratelli.

 

A partir de 2008, o piano passou a ser seu principal instrumento de estudo e trabalho. Entre seus professores de piano, destacam-se Sylvio Robazzi (2001-2007), Jaci Toffano (2008-2009) e André Frasunkiéwicz (2010-2012).

 

Desde 2009, atua como pianista colaborador de diversos grupos em Brasília, destacando-se o Coro Sinfônico Comunitário da UnB, onde ajudou a preparar pelo menos dois concertos para coro e orquestra por ano, e do Coro Italiano da UnB onde atuou também como maestro e arranjador, participando de vários encontros de coros ao longo dos anos de atividade, como o Cantapueblo (Argentina/2014) e o ENcoros (Online/2021).

 

Estuda regência desde 2010, tendo participado de aulas ou masterclasses com os maestros Catherine Larsen-Maguire (Inglaterra/Alemanha), Daisuke Soga (Japão), Ricardo Rocha (Brasil) e Osvaldo Ferreira (Portugal).

 

Em Brasília, participou da montagem de mais de vinte títulos de óperas, incluindo obras de Bizet, Puccini, Mozart, Verdi, Rossini e outros. Seus últimos trabalhos como diretor musical foram “Histeria – Uma loucura operística”, espetáculo operístico de Danielle Dumont (2022), “O Elixir do Amor” (2022), ópera de Donizetti, “Os Sete Pecados Capitais” (2021), ópera-balé de Kurt Weill, e “Beethoven 250 anos” (2020), concerto lírico contendo obras instrumentais e vocais de Beethoven.