ACADEMIA CLAUDE BRENDEL - 2021

HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE CAMILLE SAINT-SAËNS

 

No programa da Academia Claude Brendel 2021, a Dança Macabra Op. 40 de de Camille Saint-Saëns

A França e o mundo musical festejam, em 2021, o centenário da morte de um dos seus maiores compositores: Camille SAINT-SAËNS faleceu em 16 de dezembro de 1921, em Alger (Argélia).

Nascido em 9 de outubro de 1835 em Paris, ele ficou célebre aos 25 anos, inspirando a admiração de Berlioz e de Liszt, e se tornou rapidamente um embaixador da música francesa. Excelente pedagogo, defensor da música de seus contemporâneos, ele foi também um grande viajante e curioso (filosofia, arqueologia, pintura...)

Certamente, a música de Saint-Saëns muito rápido seria considerada de um academicismo frio, e, da mesma forma, hoje ainda ele pode suscitar a desconfiança de um certo público que negligencia a influência que ele exercera sobre a música francesa, em pleno movimento wagneriano.

Saint-Saëns abordou todos os campos e todos os gêneros, profanos ou sacros. Seu mais belo sucesso, a ópera Sansão e Dalila, ainda hoje cantada nos palcos do mundo inteiro, não nos permite esquecer o autor do Carnaval dos Animais, de obras de música de câmara e corais, de melodias e de importantes trabalhos da música concertante e sinfônica, entre os quais se encontra a Dança Macabra.

Com esta obra, Saint-Saëns se transforma no fiel sucessor e Liszt no domínio do poema sinfônico. A Dança Macabra foi composta em 1874 e estreada em 24 de janeiro de 1875 em Paris. Ela foi acolhida pelo público aos assobios, algo que parece hoje inacreditável.  

A obra se baseia em um poema de Henri Cazalis e tem início com uma cena noturna, onde ressoam, em forma de introdução, as doze badaladas da meia-noite. O violino da morte que parece se afinar, faz perceber um primeiro tema sarcástico. Sucede, então, uma valsa lenta melancólica, cujo tema é inteligentemente desenvolvido em forma de fugato, introduzindo uma paródia saltitante e grotesca do “Dies Irae”. O xilofone ilustra os movimentos e as crepitações dos esqueletos. Ao nascer do dia, é o oboé que imita o canto do galo. Depois, tudo se acalma...

A versão da Dança Macabra apresentada pela Orquestra da Academia Claude Brendel é uma adaptação para orquestra de câmara realizada em 1909 por Hubert Mouton, compositor, regente e arranjador belga, nascido em Liège em 1872 e falecido em Paris em 1954.

 

Claude Brendel

BAIXE AQUI O CONDUTOR MANUSCRITO DE CAMILLE SAINT-SAËNS DA OBRA DANSE MACABRE

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